A Ditadura do "Relacionamento Leve" e a Anorexia Afetiva: Para onde vai o seu ATP? Chegamos ao desfecho da nossa trilogia. No primeiro texto, vimos como o cérebro quebra o piloto automático através do Erro de Predição. No segundo, entendemos o sequestro: como o inconsciente usa a paixão como remédio para projetar traumas da infância. Agora, precisamos abrir este encerramento encarando o conceito que os antigos filósofos já sabiam e que a ciência moderna confirmou: a paixão é uma patologia com prazo de validade estrito. Os gregos e romanos não eram românticos; eles chamavam esse estado de Passione — que deriva de pathos, a raiz da palavra patologia. Para a filosofia antiga, estar apaixonado era sinônimo de estar doente, passivo e sofrendo por um sequestro da razão. Na biologia, essa "doença" tem um cronômetro molecular implacável: ela dura, no máximo, de dois a três anos. Nenhum organi...
Seguindo o rigor de Richard Feynman, questionamos o dogma acadêmico que separa a física da experiência humana. Por que muitos astrofísicos conseguem medir galáxias, mas falham em entender o próprio cálculo da homeostase? Através de Mark Solms e do Princípio da Energia Livre, exploramos a neurobiologia a serviço da neurociência. Um espaço para quem busca a verdade nos dados, nos vetores biológicos e na complexidade de ser um observador consciente em um universo termodinâmico.